A entrada em operação do Hospital e Maternidade Papa Francisco, em Pinhais, no Paraná, marcou um dos projetos mais relevantes da trajetória recente da Saúde One. Mais do que implantar um sistema, o trabalho envolveu participar da preparação tecnológica de um hospital que estava nascendo.
Quando uma instituição abre as portas, não existe histórico de processos, rotina consolidada ou equipe acostumada a um fluxo de trabalho. Tudo precisa ser definido, testado e colocado em produção ao mesmo tempo em que o hospital começa a atender.
Processos, fluxos assistenciais, integrações, treinamento e entrada em produção aconteceram de forma simultânea à abertura da unidade. O desafio, portanto, foi maior do que implantar um software: foi preparar tecnologicamente uma operação hospitalar inteira para o seu primeiro dia.
Tecnologia desde o início da operação
Implantar um sistema em uma instituição que já funciona é uma coisa. Apoiar o início de uma nova operação hospitalar é outra bem diferente.
No primeiro caso existe uma base sobre a qual trabalhar: processos em uso, indicadores conhecidos, equipes que já sabem como o hospital funciona. A tecnologia substitui ou complementa algo que já existe.
No segundo, a tecnologia e a operação nascem juntas. Processos precisam ser definidos antes de existirem na prática. Fluxos precisam ser validados sem histórico para consultar. Integrações precisam ser testadas em um ambiente que ainda não recebeu o primeiro paciente. E profissionais precisam ser treinados em rotinas que ainda não viveram.
Desde a entrada em funcionamento do hospital, o NEXT passou a sustentar diferentes etapas da jornada assistencial e operacional, do primeiro contato do paciente aos processos de retaguarda que garantem a continuidade do atendimento.
Um ecossistema hospitalar conectado
O projeto foi concebido para ir além do prontuário eletrônico. A proposta era que a informação circulasse por toda a operação, e não apenas dentro da assistência.
Isso envolveu a integração de diferentes componentes do ambiente hospitalar:
- atendimento assistencial;
- pronto atendimento;
- internação;
- laboratório;
- PACS e imagens;
- controle de acesso;
- painéis e indicadores;
- processos administrativos e de gestão.
A visão que orienta a Saúde One é simples de enunciar e exigente de executar: um hospital não pode funcionar como um conjunto de sistemas isolados. Quando cada área opera em uma ilha própria, a informação se fragmenta, o retrabalho aumenta e a gestão passa a decidir com dados incompletos.
A informação precisa percorrer a jornada do paciente e os processos de gestão com segurança, rastreabilidade e governança. É isso que transforma um conjunto de softwares em um ecossistema hospitalar.
Tecnologia validada pela operação real
Depois da entrada em produção, o ambiente passou rapidamente a suportar volumes relevantes. O projeto já ultrapassou 30 mil atendimentos de pronto atendimento e milhares de internações registradas no sistema.
O número importa menos por si só e mais pelo que representa. Uma solução hospitalar só é verdadeiramente validada quando opera sob carga real, com profissionais reais e processos reais. Nos horários de pico, nas situações imprevistas e nas exceções que nenhum roteiro de homologação antecipa.
Apresentações e demonstrações mostram o que um sistema é capaz de fazer. A operação diária mostra o que ele é capaz de sustentar. São coisas diferentes, e a segunda é a que decide o resultado de um projeto.
O go-live não é o fim da implantação
Há uma leitura comum de que a entrada em produção encerra o projeto. Na prática, ela inaugura uma nova etapa.
Depois do go-live vêm a estabilização do ambiente, o acompanhamento próximo da operação, a evolução dos processos à medida que as equipes ganham repertório e a adoção progressiva de funcionalidades que fazem mais sentido quando a rotina já está estabelecida.
Para a Saúde One, implantação é um processo contínuo de amadurecimento da operação, não uma data de entrega. Um hospital que acabou de abrir vai descobrir, nos meses seguintes, particularidades que nenhum levantamento inicial seria capaz de prever. O papel da tecnologia, e de quem a implanta, é acompanhar esse percurso.
Transformando projetos em experiência
Projetos como o do Hospital e Maternidade Papa Francisco cumprem uma função que vai além do resultado imediato. Eles transformam tecnologia em experiência prática, metodologia em aprendizado e o NEXT em uma plataforma cada vez mais preparada para os desafios reais das instituições de saúde.
Cada decisão tomada em campo, cada ajuste feito sob a pressão da operação e cada processo redesenhado junto com a equipe do hospital retorna para dentro do produto e para a forma como conduzimos os próximos projetos.
Inovação, para a Saúde One, não significa apenas criar novas funcionalidades. Significa usar tecnologia para melhorar a operação hospitalar, apoiar quem cuida de pessoas e gerar informação confiável para quem precisa decidir.
NEXT | Saúde One
Porque o futuro da saúde é ONE.
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